Fazenda Água Milagrosa

09 de Junho de 2017

Mapa debate que fim dar as carcaças



Entidades tem três meses para elaborar propostas do direcionamento correto para carcaças de animais 

 

Em 90 dias, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e as entidades do setor envolvido na coleta, processamento e destinação de carcaças de animais nas propriedades rurais deverão elaborar propostas para o direcionamento correto destes subprodutos. Portaria publicada no Diário Oficial da União criou grupo de trabalho com esta finalidade.

O GT será composto de integrantes do Departamento de Saúde Animal (DSA), da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa); Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra).

A destinação de carcaças de animais que morrem por causas rotineiras ou catastróficas é um problema que afeta a maioria das propriedades rurais produtoras de suínos, aves e bovinos. A preocupação se deve especialmente à falta de uma regulamentação específica para a remoção e destinação que atenda os aspectos sanitários, ambientais e econômicos.

A Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC), tem atuado na avaliação de práticas e tecnologias apontadas como rotas tecnológicas: compostagem acelerada, biodigestão anaeróbia (decomposição de matéria orgânica que ocorre na ausência de oxigênio gerando o biogás), desidratação, incineração e reciclagem industrial de carcaças (rendering) para a produção de farinhas, gorduras, fertilizantes e outros coprodutos de valor agregado. A avaliação das rotas é realizada por meio do projeto Tecnologias para destinação de carcaças (TEC-DAM), que conta com a participação da Embrapa Gado de Leite (MG) e do Mapa.

A reciclagem animal é a atividade que processa as partes não comestíveis do abate, transformando-as em gorduras e farinhas de origem animal. O Brasil está entre os quatro maiores produtores de reciclados. Existem duas modalidades de reciclagem: aquela feita por empresas associadas aos frigoríficos, as graxarias, e as indústrias independentes, chamadas de fábricas de produtos não comestíveis (FNPC).

Os últimos dados apontam que o setor tem 512 empresas, das quais 343 são graxarias e 169 FNPC. A atividade garante a retirada anual de mais de 12 milhões de toneladas de subprodutos de origem animal, em sua maioria destinados à nutrição animal (rações). Sem a reciclagem, haveria elevado risco sanitário (propagação de doenças) e poluição ambiental.

Fonte: Mapa
 

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